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Grande Lisboa

2 Maio

A Grande Lisboa é uma sub-região estatística portuguesa, parte da  Região de Lisboa e do Distrito de Lisboa. Limita a norte pelo Oeste, a leste pela Lezíria do Tejo, a sul pelo Estuário do Tejo, e pelo Oceano Atlântico a sul e a oeste. Tem uma área de  1381 km². Esta região esta dividida por 9 concelhos que uma população de 1.958.591 habitantes, segundo as estatísticas de 2008.

Os concelhos são:  Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira. Os municípios mais populosos são: Lisboa e Sintra.

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Queijadas de Sintra

2 Maio

História:

A receita terá nascido no Convento da Penha Longa, em Linhó, pela mão de frei João da Anunciação, o ecónomo da cozinha durante 60 anos. Essa receita é um pouco diferente da de hoje, pois naquela época ainda não se conhecia a canela e o açúcar. Mas um homem chamado Francisco das Neves, achou que se podia adoçar as queijadas, a partir do mel.

Então em 1756, uma senhora de Ranholas, chamada Maria Sapa, industrializou o fabrico caseiro, deste doce tradicional.

Sintra era um óptimo lugar para a industrialização das queijadas, pois havia muita criação de gado.

Receita:

Ingredientes:

Massa

  • 350 gr de farinha
  • 1 pitada de sal fino
  • 75 gr de manteiga
  • 1 ovo
  • 1,2 dl de água

Recheio

  • 4 queijinhos frescos
  • 1,5 colheres (sopa) de farinha
  • 160 g de açúcar
  • 1 pitada de sal fino
  • raspa de 1/2 limão
  • 1 colher (café) de canela em pó
  • 8 gemas
  • 80 gr de manteiga derretida

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 190ºC. Preparar a massa : misturar a farinha com o sal e a manteiga cortada em pedacinhos. Amassar, esfregando com a ponta dos dedos. Juntar o ovo e a água. Voltar a amassar. Estender a massa com o auxílio de um rolo na bancada ligeiramente polvilhada com farinha. Recortar 12 círculos na massa. Forrar pequenas formas salpicadas com água com os círculos de massa. Reservar. Passar os queijinhos por um passador de rede fina, pressionando com os dedos. Transferir para uma tigela funda e incorporar o açúcar, o sal, a raspa de limão e a canela. Juntar as gemas e a manteiga derretida. Misturar muito bem até os ingredientes ficarem ligados. Distribuir o creme pelas pequenas formas. Levar a cozer no forno – a 190ºC – por 25-30 minutos. Deixar amornar e desenformar. Servir as queijadas levemente mornas ou frias.

Trouxas da Malveira

2 Maio

História:

     Inspirada nas antigas lavadeiras saloias, que traziam, à cabeça, as trouxas de roupa que “a freguesa deu ao rol”, Maria Emília Esteves lança em 1952, com um êxito quase imediato, as famosas Trouxas da Malveira, deliciosas tortinhas de pão-de-ló com saboroso creme de baunilha e frutos secos moídos.

     A história das trouxas começa nos “segredos” do convento de Odivelas, onde trabalhou durante muitos anos a madrinha de Maria Emília. A simpática senhora, apesar do seu convívio diário com as freiras e respectivas tradições, não trouxe consigo para a Malveira nenhum dos tais “segredos” que se suponha conhecer, tendo aberto “apenas” uma requintada leitaria. Depressa D. Emília apercebeu-se do “erro” e decide lança-se num novo negócio, desta vez num pequeno espaço junto à passagem de nível a que deu o nome de Tentadora. Aí a história foi outra e D. Emília não tinha mãos a medir para tantos pedidos. Então, para a ajudar no negócio, D. Emília, chamou sua a afilhada e uma velha amiga com ela trabalhara no convento de Odivelas, D Teresa e com ela começaram a ser fabricados alguns dos segredos do convento. D. Teresa começou a fazer as trouxas, um doce muito leve e requintado que confeccionava em pequenas quantidades e destinado a uma clientela mais fina. Com a morte D. Teresa morre, o segredo das trouxas fica na família de D. Emília. E a afilhada D. Maia, decide pega na receita e continua a sua comercialização. Desde então as Trouxas da Malveira ganharam muitos apreciadores.

Receita:

Ingredientes:

  • 500 gr claras batidas em castelo
  • 250 gr gemas
  • 600 gr farinha
  • 900 gr açúcar

Juntar tudo e bater. Vai ao forno a cozer.

Recheio:

  • 300 gr amêndoa torrada e moída
  • 350 gr açúcar
  • 2,5l leite
  • 400 gr baunilha

Vai ao lume até engrossar. Depois das Trouxas cozidas coloca-se o creme e polvilha-se com açúcar.

Pastéis de Belém

2 Maio

História:

     No inicio do Século XIX, em Belém, próximo do Mosteiro dos Jerónimos, funcionava uma refinação de cana-de-açúcar associada a um pequeno local de comércio variado. Com a Revolução Liberal de 1820, foram encerrados os 1834 conventos de Portugal, expulsando o clero e os seus trabalhadores. Para sobreviver, alguém do Mosteiro começou a vender nessa loja uns pastéis doces, que se tornaram conhecidos por “Pastéis de Belém”. Nesta altura, a zona de Belém ficava longe da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos a vapor. Mas a  Em 1837, iniciou-se o fabrico dos “Pastéis de Belém”, em instalações próximas da refinação, segundo a antiga “receita secreta”, trazida do Esta receita mantém-se igual até hoje e é, exclusivamente, conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente na “Oficina do Segredo”.

Receita:

Ingredientes:

Massa:

  • 300 gr de farinha
  • 250 gr margarina para folhados
  • Sal e água

Recheio:

  • 1/2 L de leite
  • 9 Gemas
  • 10 Colheres (sopa) de açúcar amarelo
  • 1 Saqueta de leite-creme instantâneo
  • 1 Colher de chá de farinha
  • 1 Colher de chá de farinha Maizena
  • 1 Pau de canela
  • 1 Casca de limão
  • 2 Colheres de chá de essência de baunilha em pó
  • Canela e/ou açúcar em pó a gosto

Preparação:

Misture a farinha, o sal e a água; trabalhe a massa até ligar. Divida a margarina em 3 porções. Estenda a massa, espalhe sobre ela 1/3 da margarina e enrole como um tapete. Repita esta operação mais duas vezes, até acabar a margarina. No final deixe descansar 20 minutos. Em seguida corte a massa em quadrados de 2cm de espessura, e coloque cada quadrado sobre uma forma lisa indicada para este tipo de pastéis. Dissolva a saqueta de leite-creme no leite, não muito quente. Leve ao lume em banho-maria as gemas batidas com o açúcar amarelo, o leite-creme dissolvido no leite, o pau de canela, a casca de limão, a farinha, a farinha Maizena e a essência de baunilha até o preparado engrossar. Deixe aquecer levemente e coloque uma porção do preparado dentro de cada forma, que a encha, mas não demasiado. Leve ao forno, até ficarem cozidos e tostados. Podem ser comidos mornos ou frios. Polvilhe-os, se quiser com canela e/ou açúcar em pó a seu gosto.