Arquivo | Oeste RSS feed for this section

Pasteis de Feijão

30 Abr

História

      Nos finais do século XIX, vivia na Vila de Torres Vedras uma ilustre senhora, D. Joaquina Rodrigues, que possuía uma receita de uns deliciosos pastéis, com que brindava os seus familiares e amigos.

     D. Maria aprendeu muito bem a confecção do doce e passou a fabricar os pastelinhos por encomenda, sendo ela a primeira pessoa a comercializá-los.

     No entanto, a receita também foi divulgada entre os familiares de D. Joaquina e, assim, uma parente de nome Maria Adelaide Rodrigues da Silva, também aprendeu a arte de fabricar os pastéis de feijão.

     A gentil Maria, casou entretanto com o Sr. Álvaro de Fontes Simões, que decidiu explorar comercialmente os doces. Assim, nasceram os pastéis de feijão da marca “Maria Adelaide Rodrigues da Silva”, que alcançaram um estrondoso sucesso que se estendeu para muito além da região de Torres Vedras.Posteriormente, as pastelarias da terra começaram a dar fabrico próprio aos famosos pastéis, segundo receitas da sua autoria, mas sempre com a amêndoa e o feijão por base.

     Por volta de 1940, um filho do Sr. Álvaro Simões, Virgílio Simões, montou uma fábrica especificamente destinada ao fabrico dos pastéis. Assim nasciam os muito conhecidos pastéis “Coroa”. Em meados do século, os pasteis de feijão tinham-se adoptado como o doce de Torres Vedras e o processo de certificação deste doce está a dar os primeiros passos.

 Receita:

Ingredientes:

Massa:

  • 300 g de farinha
  • 250 g margarina para folhados
  • Sal e água

Ou poderá usar massa folhada comprada pronta, nesse caso, só terá que estendê-la e forrar as pequenas formas conforme o indicado

Recheio:

  • 1/2 L de natas ou creme de leite
  • 9 gemas
  • 10 colheres (sopa) de açúcar
    preparação:

Preparação:

Misture a farinha, o sal e a água e trabalhe a massa até se unir.Divida a margarina em 3 porções. Estenda a massa, espalhe sobre ela 1/3 da margarina e enrole como um tapete. Repita esta operação mais duas vezes, até acabar a margarina. No final deixe descansar 20 minutos. Em seguida corte a massa em quadrados de 2cm de espessura, e coloque cada quadrado sobre uma forma lisa própria para madalenas ou muffins. Leve ao fogo em banho-maria as gemas batidas com o açúcar e as natas até o preparado engrossar. Deixe amornar e coloque uma colher (sobremesa) do preparado dentro de cada forma. Leve ao forno, até ficarem cozidos e tostados. Podem ser comidos mornos ou frios. Para facilitar pode utilizar o mesmo processo, forrando uma forma grande e fazendo uma torta; deve tentar não fazer a massa muito grossa, pois quanto mais fina, mais deliciosa.

Areias Brancas

30 Abr

História:

     Este doce é  um segredo de há várias gerações na família de Elísio pereira. Tudo começou precisamente com Eugenia perdigão, que obteve o segredo da receita, num convento de freiras em Lisboa, onde foi educada e transmitiu a receita para a sua filha Maria Luísa Pereira.

      Em 1935, Maria mudou-se de Lisboa para a Praia da Areia Branca  onde juntamente com o seu marido construíram e abriram um salão de chá em madeira, que ficou conhecido como Pavilhão Verde (no local onde hoje se encontra a Pousada da Juventude na Praia da Areia Branca). Aqui, Maria começou a fabricar os bolos que baptizou como “Areia Branca” e tentaram registar a marca, mas os Serviços Oficiais recusaram-no porque o nome coincidia com o da localidade da Praia da Areia Branca. Deste modo Elísio Pereira o mais novo dos três filhos do casal, acabou por ficar com o segredo que lhe foi revelado e ensinado pela sua mãe.

     Na década de 50, Elísio casou e a sua esposa começou a fabricar o doce em casa, vendendo-o para o café “Belmar”. Dada a procura deste doce , Elísio a 30 de Maio de 1969, registou a marca no Instituto Nacional da Propriedade Industrial, mas só a 3 de Novembro de 1970, e após ter pago o imposto de selo, o pedido foi aceite.

     Mais tarde decidiram abrir uma loja ao público para expandir o negócio com a doçaria tradicional. Estes bolinhos deliciosos têm na sua composição: açúcar, ovos, amêndoa, farinha e aromas.

Receita:

Ingredientes:

  • 425 g de farinha
  • 150 g de açúcar
  • 200 g de banha
  • raspa da casca de 1 limão

Preparação:

Peneire a farinha com o açúcar em monte sobre a pedra da mesa. Trabalhe em areia só com a ponta dos dedos e depois  molde em bola, apertando a massa. Com a ajuda de farinha, tenda a massa em bolinhas do tamanho de uma noz. Coloque as bolinhas de massa num tabuleiro ligeiramente untado e polvilhado e leve a cozer em forno médio (180ºC) devendo as areias ficarem muito claras. Faça uma cova no meio e deite aí a banha e a raspa da casca de limão. Passe por açúcar.

*Pode passar as areias por açúcar e canela antes de as levar a cozer.

Pão-de-ló de Alfeizerão

30 Abr

História:

      Pertence a Alfeizerão uma das mais populares receitas de pão-de-ló, cuja fama ultrapassa largamente as fronteiras da região onde é confeccionado. Apreciado por todo o país, caracteriza-se por não ser seco e revelar no seu interior um creme. Diz a tradição que a receita original pertencia às freiras do Convento de Cós e teria sido transmitido a algumas senhoras da terra. No dia em que D. Carlos visitou Alfeizerão, foi chamada uma dessas senhoras para confeccionar um pão-de-ló para o rei. Mas a pressão sentida foi tal que cozedura ficou incompleta e, ao invés do esperado, a atrapalhação resultou num enorme sucesso que mereceu a preferência real e o aplauso dos presentes, nascendo assim o pão-de-ló de Alfeizerão, tal como o conhecemos.

Receita:

Ingredientes:

  • 100 grs de açúcar
  • 6 gemas
  • 2 ovos
  • 50 grs de farinha

Preparação:

     Batem-se os ovos inteiros com o açúcar e, quando a mistura estiver esbranquiçada, juntam-se, a pouco e pouco, as gemas desfeitas. Bate-se tudo durante mais 20 minutos com o batedor manual ou 10 minutos com a batedora eléctrica. Sem bater, junta-se a farinha bem peneirada. Depois deita-se a massa numa forma de folha ou de barro forrada com um papel grosso e tapa-se com uma folha do mesmo papel. Leva-se a cozer em forno quente (225ºC) durante 10 minutos.
Retira-se do forno e desforma-se.