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Baixo Mondego

2 Maio

      O Baixo Mondego é uma sub-região estatística portuguesa,  que faz parte da Região Centro e do distrito de Coimbra. Limitado a norte pelo Baixo Vouga e por Dão-Lafões, a leste pelo Pinhal Interior Norte, a sul pelo Pinhal Litoral e a oeste com o Oceano Atlântico. Esta zona tem uma área de 2062km² e uma população de 340 342 segundo os dados estatísticos de 2001. O baixo Mondego encontra-se dividido em 10 concelhos que são: Cantanhede, Coimbra, Condeixa-a-Nova, figueira de Foz, Mealhada, Mira, Montemor-o-Velho, Mortágua, Penacova e Soure. Sendo os dois principais pólos urbanos da região Coimbra e Figueira da Foz, com alguma especialização no comércio e serviços; a restante área tem uma forte componente agrícola, destacando-se as culturas do arroz e milho, bem como a produção leiteira.

      Devido ao clima aprazível (o Inverno é suave e o Verão quente), boas vias de comunicação, rico património histórico-cultural, gastronomia variada e património natural diversificado – de que são exemplos as praias do litoral, as paisagens serranas ou os arrozais do vale do Mondego –, esta sub-região desfruta de potencialidades turísticas ímpares no Centro do País.

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Pasteis de Santa Clara

2 Maio

Receita:

Ingredientes:

  •  250 gr farinha
  •  125 gr margarina
  •  água q.b.

Recheio

  •  250 gr açúcar
  •  150 gr de amêndoa moída sem pele
  •  9 gemas

Preparação:
Leva-se ao lume o açúcar com cerca de 1,5 dl de água até fazer ponto de cabelo.  Retira-se do lume e junta-se primeiro a amêndoa moída, de seguida as gemas previamente desfeitas.  Vai novamente ao lume até fazer estrada. À parte, peneira-se a farinha para uma tigela, a margarina ou manteiga e trabalha-se molhando a mão em água fria. Amassa-se bem até que a massa fique elástica para se poder estender com o rolo. Estende-se a massa muito fina, colocam-se nela montinhos de recheio, dobra-se (tipo rissol) e cortam-se os pastéis em meia-lua. Pincelam-se com ovo batido, polvilham-se com açúcar e vão a cozer em forno médio.

Arrufadas

25 Abr

História:

Estas pequenas bolas de massa lêveda, muito fofas, são uma das especialidades da doçaria de Coimbra e a sua origem está associada ao convento de Santa Ana. Antes era possível encontrá-las com duas formas: redondas, como são hoje mais comuns, ou em feitio de ferradura. Na Páscoa, e em ambos os casos, eram enfeitadas com açúcar.

Receita:

Ingredientes:

  • 100 gr de manteiga derretida
  • água morna ou leite q.b.
  • 1 kg de farinha de trigo
  • 250 gr de açúcar
  • 5 ovos

Preparação:

Amasse a farinha, o açúcar e os ovos num pouco de água morna ou leite, para que a massa fique mais fina. Junte a manteiga derretida e continue a amassar. Tape e deixe levedar a massa de um dia para o outro.  Estenda as arrufadas em forma de pequenas bolas, com cerca de 5 cm de diâmetro e deixe levedar de novo até dobrar de volume. Pincele com gema de ovo e leve ao forno em tabuleiros untados com manteiga e polvilhados com farinha.

Pasteis de Tentúgal

25 Abr

História:

A história da antiga vila de Tentúgal, hoje pertencente ao concelho de Montemor-o-Velho, confunde-se com a história da doçaria conventual, cuja fama persistiu no tempo devido, em parte, aos Pastéis de Tentúgal.  Reza a história que os afamados doces terão surgido por causa da bondade natalícia de uma freira carmelita que, em finais do século XVI, presenteando os meninos da terra com iguarias, resolveu experimentar rechear a massa muito fina com doce de ovos. Estes requintados presentes eram, igualmente, oferecidos a bem feitores do Convento das Carmelitas, assim como estes indivíduos da alta sociedade portuguesa, o doce recebia os maiores elogios. Inicialmente designados “Pastéis do Convento”, começaram a ser produzidos no seu exterior mas com as reformas de Joaquim António de Aguiar, em 1834, puseram fim às congregações religiosas e, decisivamente, após a laicização da sociedade, com a implantação da República em 1910. Fora das instalações conventuais os Pastéis de Tentúgal popularizaram-se, passando a ser consumidos pelos diferentes estratos sociais, chegando a ser recheados com frutas, doces ou preparados de carne. Nos dias de hoje o mais vulgar é o recheio com doce de ovos, adoptando uma forma alongada, que lhe confere também a designação de Palito, ao invés da outrora forma em meia-lua. O recheio dos Pastéis de Tentúgal que apresentam a forma de meia-lua, para além do doce de ovos, inclui amêndoa. Este doce também é conhecido por Pastel Pobre.

 Receita:

Ingredientes:

Para a massa:

  • 500 g de farinha
  • 2 colheres de sopa de manteiga
  • 2 dl de água
  • sal
  • 200 g de manteiga (aprox.)
  • açúcar em pó

Para o recheio:

  • 250 g de açúcar
  • 12 gemas de ovos

Preparação:

Peneira-se a farinha várias vezes para dentro de um alguidar e faz-se uma cova no meio onde se deita a manteiga (ou margarina) derretida. Mistura-se. Aquece-se a água onde previamente se dissolveu o sal. Adiciona-se a água, pouco a pouco, à farinha, trabalham-se bem todos os elementos, amassando até a massa se despregar das mãos. Molda-se a massa em bola e coloca-se num prato previamente polvilhado com farinha. Polvilha-se a massa também com um pouco de farinha e cobre-se com uma tigela aquecida. Deixa-se repousar durante 30 minutos pelo menos. Entretanto, preparam-se os ovos moles bastante espessos. Estende-se um pano sobre a mesa. Pincela-se a superfície da massa com um pouco de manteiga derretida (ou azeite) e começa a retirar-se bocadinhos de massa, que se estendem, primeiro, com o rolo, e, depois, se esticam com os dedos, tendo o cuidado de não romper a massa. Esta deve ficar tão fina como uma folha de papel de seda. Corta-se esta massa em rectângulos com 14 cm por 10 cm. As bordas de massa espessas não devem ser aproveitadas para as folhas dos pastéis. Derrete-se a manteiga (ou margarina) em banho-maria. Depois sobrepõem-se quatro folhas de massa, pincelando-as com manteiga derretida à medida que se vão sobrepondo. Colocam-se duas colheres de sopa de ovos-moles sobre o rectângulo de massa (com quatro folhas) e enrola-se o pastel. Dobram-se as pontas para cima e levam-se os pastéis a cozer rapidamente em forno forte. Polvilham-se com açúcar em pó (o chamado “açúcar inglês”).