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Bolo de Milho

6 Maio

Receita:

Ingredientes:

  • 500 gr. de farinha de milho
  • 125 gr. de farinha de trigo
  • 2 dl. de água a ferver
  • 625 gr. de açúcar amarelo
  • 2 colheres de sobremesa (rasas) de erva doce em pó
  • 2 colheres de chá de canela
  • 1 colher de sopa de banha
  • 1 ovo

Preparação:

Escaldam-se as farinhas e a banha, com a água a ferver. Amassa-se tudo e deixa-se descansar, misturado com todos os aromas e o ovo. Batendo todos os ingredientes, deita-se todo o preparado num tabuleiro, previamente untado e polvilhado com farinha. Enfeita-se com amêndoas torradas. Vai ao forno médio.

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Península de Setúbal

6 Maio

A Península de Setúbal é enquadrada por dois grandes rios: o Tejo a Norte, e o Sado a Sul, que influenciaram a humanização da Península. Esta é uma região indissociável do elemento água que ajudou a transformar a paisagem e tem sido um factor determinante para o enraizamento das populações, determinando modos de vida e formas de subsistência, como se comprova através dos diversos achados arqueológicos. Os romanos deixaram um importante legado cultural e de organização social que é possível vislumbrar através dos vestígios arqueológicos encontrados por todo o país, e em particular, na Península de Setúbal. “Um patamar rochoso da encosta de serra de S. Luís (concelho de Setúbal), defendido por altas escarpas e conhecido pelo nome de Pedrão (SOARES e SILVA, 1973), que durante o Calcolítico havia já sido ocupado, guarda importantes vestígios do período que precede imediatamente a presença romana. Reflecte, pela sua topografia, estruturas defensivas (muralha) e espólio (pontas de lança) o clima de insegurança e instabilidade que se vivia em meados do séc. I a.C. Com efeito, não tinha sido pacífica a ocupação romana da Península pelos exércitos de Roma. É somente a partir de Augusto que a colonização de inicia de facto.”3 A cidade de Cetóbriga dividia-se no que é hoje o Centro Histórico de Setúbal e Tróia. A produção de preparados de peixe induziu outras indústrias, como a salicultura e o fabrico de ânforas. Entre Setúbal e Alcácer do Sal, encontram-se várias olarias romanas onde se produzia o vasilhame indispensável ao transporte dos preparados piscícolas. Relativamente ao estuário do Tejo, Olisipo (nome romano da cidade de Lisboa) comandava toda actividade aí desenvolvida. Contudo, na margem esquerda surgiram indústrias cuja produção era para alimentar aquele mercado. O fabrico de salga é conhecido em Cacilhas e olarias onde se produziam ânforas têm vindo a ser conhecidas em Alcochete e no Seixal.

Grande Lisboa

2 Maio

A Grande Lisboa é uma sub-região estatística portuguesa, parte da  Região de Lisboa e do Distrito de Lisboa. Limita a norte pelo Oeste, a leste pela Lezíria do Tejo, a sul pelo Estuário do Tejo, e pelo Oceano Atlântico a sul e a oeste. Tem uma área de  1381 km². Esta região esta dividida por 9 concelhos que uma população de 1.958.591 habitantes, segundo as estatísticas de 2008.

Os concelhos são:  Amadora, Cascais, Lisboa, Loures, Mafra, Odivelas, Oeiras, Sintra e Vila Franca de Xira. Os municípios mais populosos são: Lisboa e Sintra.

Queijadas de Sintra

2 Maio

História:

A receita terá nascido no Convento da Penha Longa, em Linhó, pela mão de frei João da Anunciação, o ecónomo da cozinha durante 60 anos. Essa receita é um pouco diferente da de hoje, pois naquela época ainda não se conhecia a canela e o açúcar. Mas um homem chamado Francisco das Neves, achou que se podia adoçar as queijadas, a partir do mel.

Então em 1756, uma senhora de Ranholas, chamada Maria Sapa, industrializou o fabrico caseiro, deste doce tradicional.

Sintra era um óptimo lugar para a industrialização das queijadas, pois havia muita criação de gado.

Receita:

Ingredientes:

Massa

  • 350 gr de farinha
  • 1 pitada de sal fino
  • 75 gr de manteiga
  • 1 ovo
  • 1,2 dl de água

Recheio

  • 4 queijinhos frescos
  • 1,5 colheres (sopa) de farinha
  • 160 g de açúcar
  • 1 pitada de sal fino
  • raspa de 1/2 limão
  • 1 colher (café) de canela em pó
  • 8 gemas
  • 80 gr de manteiga derretida

Preparação:

Pré-aquecer o forno a 190ºC. Preparar a massa : misturar a farinha com o sal e a manteiga cortada em pedacinhos. Amassar, esfregando com a ponta dos dedos. Juntar o ovo e a água. Voltar a amassar. Estender a massa com o auxílio de um rolo na bancada ligeiramente polvilhada com farinha. Recortar 12 círculos na massa. Forrar pequenas formas salpicadas com água com os círculos de massa. Reservar. Passar os queijinhos por um passador de rede fina, pressionando com os dedos. Transferir para uma tigela funda e incorporar o açúcar, o sal, a raspa de limão e a canela. Juntar as gemas e a manteiga derretida. Misturar muito bem até os ingredientes ficarem ligados. Distribuir o creme pelas pequenas formas. Levar a cozer no forno – a 190ºC – por 25-30 minutos. Deixar amornar e desenformar. Servir as queijadas levemente mornas ou frias.

Trouxas da Malveira

2 Maio

História:

     Inspirada nas antigas lavadeiras saloias, que traziam, à cabeça, as trouxas de roupa que “a freguesa deu ao rol”, Maria Emília Esteves lança em 1952, com um êxito quase imediato, as famosas Trouxas da Malveira, deliciosas tortinhas de pão-de-ló com saboroso creme de baunilha e frutos secos moídos.

     A história das trouxas começa nos “segredos” do convento de Odivelas, onde trabalhou durante muitos anos a madrinha de Maria Emília. A simpática senhora, apesar do seu convívio diário com as freiras e respectivas tradições, não trouxe consigo para a Malveira nenhum dos tais “segredos” que se suponha conhecer, tendo aberto “apenas” uma requintada leitaria. Depressa D. Emília apercebeu-se do “erro” e decide lança-se num novo negócio, desta vez num pequeno espaço junto à passagem de nível a que deu o nome de Tentadora. Aí a história foi outra e D. Emília não tinha mãos a medir para tantos pedidos. Então, para a ajudar no negócio, D. Emília, chamou sua a afilhada e uma velha amiga com ela trabalhara no convento de Odivelas, D Teresa e com ela começaram a ser fabricados alguns dos segredos do convento. D. Teresa começou a fazer as trouxas, um doce muito leve e requintado que confeccionava em pequenas quantidades e destinado a uma clientela mais fina. Com a morte D. Teresa morre, o segredo das trouxas fica na família de D. Emília. E a afilhada D. Maia, decide pega na receita e continua a sua comercialização. Desde então as Trouxas da Malveira ganharam muitos apreciadores.

Receita:

Ingredientes:

  • 500 gr claras batidas em castelo
  • 250 gr gemas
  • 600 gr farinha
  • 900 gr açúcar

Juntar tudo e bater. Vai ao forno a cozer.

Recheio:

  • 300 gr amêndoa torrada e moída
  • 350 gr açúcar
  • 2,5l leite
  • 400 gr baunilha

Vai ao lume até engrossar. Depois das Trouxas cozidas coloca-se o creme e polvilha-se com açúcar.

Pastéis de Belém

2 Maio

História:

     No inicio do Século XIX, em Belém, próximo do Mosteiro dos Jerónimos, funcionava uma refinação de cana-de-açúcar associada a um pequeno local de comércio variado. Com a Revolução Liberal de 1820, foram encerrados os 1834 conventos de Portugal, expulsando o clero e os seus trabalhadores. Para sobreviver, alguém do Mosteiro começou a vender nessa loja uns pastéis doces, que se tornaram conhecidos por “Pastéis de Belém”. Nesta altura, a zona de Belém ficava longe da cidade de Lisboa e o percurso era assegurado por barcos a vapor. Mas a  Em 1837, iniciou-se o fabrico dos “Pastéis de Belém”, em instalações próximas da refinação, segundo a antiga “receita secreta”, trazida do Esta receita mantém-se igual até hoje e é, exclusivamente, conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente na “Oficina do Segredo”.

Receita:

Ingredientes:

Massa:

  • 300 gr de farinha
  • 250 gr margarina para folhados
  • Sal e água

Recheio:

  • 1/2 L de leite
  • 9 Gemas
  • 10 Colheres (sopa) de açúcar amarelo
  • 1 Saqueta de leite-creme instantâneo
  • 1 Colher de chá de farinha
  • 1 Colher de chá de farinha Maizena
  • 1 Pau de canela
  • 1 Casca de limão
  • 2 Colheres de chá de essência de baunilha em pó
  • Canela e/ou açúcar em pó a gosto

Preparação:

Misture a farinha, o sal e a água; trabalhe a massa até ligar. Divida a margarina em 3 porções. Estenda a massa, espalhe sobre ela 1/3 da margarina e enrole como um tapete. Repita esta operação mais duas vezes, até acabar a margarina. No final deixe descansar 20 minutos. Em seguida corte a massa em quadrados de 2cm de espessura, e coloque cada quadrado sobre uma forma lisa indicada para este tipo de pastéis. Dissolva a saqueta de leite-creme no leite, não muito quente. Leve ao lume em banho-maria as gemas batidas com o açúcar amarelo, o leite-creme dissolvido no leite, o pau de canela, a casca de limão, a farinha, a farinha Maizena e a essência de baunilha até o preparado engrossar. Deixe aquecer levemente e coloque uma porção do preparado dentro de cada forma, que a encha, mas não demasiado. Leve ao forno, até ficarem cozidos e tostados. Podem ser comidos mornos ou frios. Polvilhe-os, se quiser com canela e/ou açúcar em pó a seu gosto.

Doce conventual com moscatel

30 Abr

Receita:

Ingredientes:

  • 170 gr Doce de gila;
  • 170 gr Amêndoa sem pele granulada;
  • 400 ml Moscatel;
  • 1 colher de sopa de Canela em pó;
  • 16 Gemas;
  • 2 Ovos;
  • 200 gr Açúcar;
  • Margarina para untar q.b.;
  • Fios de ovos  q.b.;
  • Amêndoas inteiras para decorar q.b.;
  • Papel vegetal para forrar.

Preparação:

Coloca-se o Moscatel com o açúcar em lume brando até ferver durante 2 minutos aproximadamente. Junta-se a amêndoa e a gila e deixa-se ferver mais 2 minutos. Retira-se do lume e deixa-se arrefecer lentamente, depois de arrefecido junta-se a canela em pó. Desclarar os ovos. Bater ligeiramente as gemas com os ovos inteiros, acrescentando-se ao preparado anterior já arrefecido, envolvendo suavemente. Forrar a forma com papel vegetal e unta-la levemente com margarina. Colocar o preparado na forma e levar ao forno a 180º/185ºC durante aproximadanete 20 a 25 minutos. Deixar arrefecer e desenformar.Flamejar os fios de ovos em Moscatel e levar ao formo para aloirar.Decorar com fios de ovos e amêndoas inteiras.