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Comemorando

2 Maio

     Hoje, o blog comemora a postagem número 100, com este mesmo post.

     Ainda temos muito trabalho entre mãos, até podermos dar como concluído este Diário de Bordo. Contudo, ao olharmos para trás e observar-mos tudo aquilo que já fizemos temos a certeza que, embora lentamente, vamos pelo bom caminho.

     Agora, rumo à 200 postagem…

Introdução

28 Jan

     Entre os séculos XVIII e XIX Portugal era o principal produtor de ovos da Europa (possivelmente do mundo). A maior parte de sua produção tinha destino certo: fornecer claras para utilização na actividade manufactureira. As claras eram usadas como elemento purificador na fabricação de vinho branco e, principalmente, para engomar as roupas dos ricos e elegantes do mundo ocidental.

     Com tantas claras a serem exportadas, Portugal tinha de utilizar as gemas que excediam em largas toneladas todos os anos. Nas fazendas e criações mantidas pela Igreja, nos mosteiros e, principalmente, nos conventos que se espalhavam às centenas no interior do país, a gema era a principal fonte de alimentação para as criações de porcos e outros animais, que por sua vez eram a principal fonte de alimentação de monges, freiras e aldeões das redondezas. Mas a gema disponível era tanta que ainda assim sobrava.

     A quantidade de matéria-prima – aliada à fartura do açúcar que vinha das colónias portuguesas – foi a inspiração inicial para o surgimento de doces à base das gemas de ovos, realizados pelas cozinheiras dos conventos. Não é por acaso que, muitos nomes de doces portugueses são inspirados na fé católica, como, por exemplo, a barriga de freira, o toucinho-do-céu, o papo-de-anjo, entre muitos outros.

     O destino dos doces era, principalmente, a venda nas vilas das redondezas. O dinheiro da sua comercialização servia para fortalecer o orçamento dos conventos. Aos poucos, o ofício da confecção dos doces passou das freiras para as mulheres que, por diversas razões, eram criadas dentro dos conventos. Rapidamente, os doces de ovos passaram a ser fonte importante de renda em muitas vilas do interior de Portugal. E começaram a chamar á atenção nas grandes cidades. Foram parar nos restaurantes de Lisboa, do Porto, de Setúbal, de Guimarães e, daí, para todo o mundo.

Apresentação

14 Jan

     Somos um grupo de alunas que, no presente ano lectivo, frequenta o 12º ano de escolaridade e no âmbito da disciplina de Área de Projecto estamos a desenvolver um projecto designado “Doces conventuais e licores”, nomeadamente ao nível da sua origem e confecção.
     Certos doces conventuais são característicos de determinadas regiões do nosso país e têm a sua própria história, tendo em comum o facto de todos terem sido pensados e confeccionados por freiras e monges.
     Deste modo, este trabalho é também uma forma de abordarmos e apelarmos ao consumo dos produtos nacionais.