Arquivo | Serra da Estrela RSS feed for this section

Gargantas de Freira

2 Maio

História:

     Francisco Muñoz Gomes (Paco), um espanhol que vivia em Lisboa, ao vir viver para a Covilhã, abriu a “Pastelaria Lisboa”, no início deste século. Então criou este doce, dizendo que era uma receita proveniente de um convento e daí o nome “Gargantas de Freira”. Este leva fios de ovos enrolados em capa de hóstia.

Receita:

Ingredientes:

  • 1 folha de obreia (hóstia)
  • 1 chávena de fios de ovos
  • 200 g de açúcar
  • 1 dl de água

Preparação:

Corte a obreia em nove rectângulos. Com os fios de ovos faça 9 charutinhos com o comprimento dos rectângulos de obreia. Leve o açúcar ao lume com 1 dl de água e deixe ferver até fazer ponto de pérola. Passe os charutinhos de fios de ovos pela calda de açúcar e escorra.
Coloque cada charutinho de fios de ovos sobre cada rectângulo de obreia e enrole em forma de charuto.

Anúncios

Leite-creme

12 Mar

História

O leite-creme é uma das sobremesas mais famosas que se conhecem.
As primeiras receitas de leite-creme datam do século XVII. Se as suas origens remontam a França, Inglaterra (Crème brulée) ou mesmo Espanha (Crema Catalana), é pouco claro. A primeira vez que se viu a receita de leite-creme foi num livro de Massaliot’s que data de 1691 em França.  No entanto o Trinity College de Cambridge, Inglaterra, também reclama como sua a origem do doce manjar. Eles defendem ser o primeiro produtor desta sobremesa no século XVII, onde o denominaram de “Cambridge Burnt Cream” ou “Trinity Cream” onde tinham um ferro de queimar o açucar especial, pois tinha o símbolo oficial do Trinity College.  Já nos tempos do Império Romano se conheciam as propriedades dos ovos. Eram muito bons em elaborar receitas baseadas em ovos. E pensa-se que o leite creme não tenha sido excepção. Desde então até aos nossos dias as receitas de leite-creme têm evoluído. Hoje em dia as variedades de leite-creme existentes são infindáveis. E há mesmo quem afirme que há tantas receitas de leite-creme quantas as pessoas que o confeccionam. É um prato simples mas delicioso, que é mundialmente famoso e reconhecidamente bom.

Receita

Ingredientes:

  • 240 g de açucar
  • 2 colheres de sopa de farinha de trigo
  • 6 gemas
  • 5 dl de leite
  • 1 vagem de baunilha;
  • Canela
  • Açúcar

Preparação:

Misture o açúcar com a farinha e, à parte, envolva as gemas com o leite. Misture os dois preparados e leve ao lume, com um pouco de canela ao seu gosto e a vagem da baunilha. Mexa sempre, para o creme não fazer grumos. Coloque o preparado numa travessa e polvilhe com açucar. Com um ferro próprio, queime-o e sirva de seguida.

Filhós

12 Mar

História

Hoje esta iguaria é um artigo banal em qualquer pastelaria, mas há 50 anos era difícil de fazer. Pouco se sabe sobre como surgiu este doce, mas todos concordam que, antigamente no mundo rural, para quem lavrava a terra que nem lhe pertencia, era muito difícil conseguir o azeite e a farinha com os quais preparavam as filhoses. No passado, era normal as pessoas amealharem azeitonas dos olivais sem guarda ou de oliveiras de caminhos públicos, a partir de Novembro, quando a azeitona ficava mais madura. Quando juntavam uns 100 ou 150 quilos ião ao lagar trocar por azeite, em que seriam fritas as filhoses. A farinha era obtida de forma semelhante. No Verão, depois da ceifa, ião ao restolho apanhar as espigas que eram desperdiçadas e cujo grão acabava por ser trocado por farinha na moagem.

Receita

Ingredientes:

  • 1 kg de abóbora-menina
  • 1,25 kg de farinha de trigo
  • 50 gr de fermento de padeiro
  • 1 cálice de aguardente;
  • azeite (q.b.) para fritar
  • canela (q.b.)
  • açucar (q.b.)

Preparação:

Descasque a abóbora, retire-lhe as sementes e corte-a em cubos regulares. Coloque a abóbora a cozer. Quando esta estiver cozida, retire-a da água, escorra-a muito bem e deixe-a arrefecer ligeiramente. Misture-a com a farinha num alguidar e amasse tudo muito bem em conjunto. Dilua o fermento num pouco de água da cozedura da abóbora. Junte o fermento diluído e a aguardente à massa, trabalhando-a muito bem. Depois de bem amassada, deixe levedar dentro do alguidar, tapada com um cobertor de lã em local morno e sem correntes de ar. Quando a massa estiver bem lêveda, coloque ao lume uma frigideira com azeite, o qual deve ficar bem quente, e comece a fritar, deitando a massa com a ajuda de duas colheres. Depois de fritas, passe as filhós por uma mistura de canela e açucar. Nota: Também se pode regar as filhós com mel, depois de fritas, em vez de as envolver na mistura de canela e açucar.